| 1977:
Preços altos devido a forte geada em 1975 (que dizimou a cafeicultura
no sul do País, com maiores efeitos no Paraná) e a ocorrência
da doença fúngica "ferrugem alaranjada do cafeeiro",
que foi se agravando desde a sua introdução no Brasil em
1970. Nessa época os preços do café tiveram seus
valores mais altos da história, quando atingiram cerca de 400 dólares
por saca beneficiada de 60 kg.
1979/81: Ocorrência
de geadas em São Paulo e Minas Gerais.
1986: Grande elevação
dos preços, em consequência do longo período de deficiência
hídrica (seca) e do depauperamento dos cafeeiros no centro-sul
do Brasil. Com o aumento do preço as cláusulas do Acordo
Internacional do Café deixaram de funcionar, passando a operar
o mercado livre no exterior, resultando em queda do preço, após
curto período de elevação.
1987: Renovação
do Acordo Internacional do Café e apesar dos preços em baixa,
houve tendência de estabilização, sendo contingenciados
entre 120 e 140 cents de dólar por libra peso.
1989: Término
do Acordo Internacional do café.
1991/93: Período
de preços baixos, chegando a 60 cents de dólar por libra
peso (valor da saca de 60 kg chegando a menos de 40 dólares em
determinados períodos). Houve considerável abandono e erradicação
de lavouras por parte dos cafeicultores do centro-sul do Brasil (substituição
por pastagens e outras opções de diversificação,
como a fruticultura, em algumas regiões) e o semi-abandono das
lavouras por grande parte daqueles que permaneceram na atividade, com
significativa redução nos tratos culturais, em particular
a aplicação de adubos e corretivos e o controle de pragas
e de doenças.
|
|
1994:
Ocorrência de duas geadas (junho e julho) que
atingiram grandes áreas produtoras no Brasil. Praticamente todo o
Estado do Paraná, grande parte do Estado de São Paulo e faixas
consideráveis do Sul de Minas Gerais tiveram suas lavouras seriamente
comprometidas pelos danos causados. Houve ainda longo período de
deficiência hídrica após a ocorrência das geadas,
retardando ainda mais a recuperação das lavouras. Os preços
do café sofreram altas históricas nas cotações
internacionais (245 cents de dólar por libra peso), chegando a superar
200 dólares por saca de 60 kg.
1995: Grande redução
da produção brasileira (cerca de 12 milhões de sacas),
em consequência das geadas em 1994. O preço sofre ligeira
queda, estabilizando entre 150 e 180 dólares por saca de 60 kg,
em razão dos compradores internacionais (Estados Unidos e Europa,
principalmente) operarem com estoques mínimos, forçando
o preço para baixo. O nível dos estoques proporcionalmente
ao nível do consumo atingiu a posição mais desfavorável
dos últimos anos, sinalizando para o risco de uma grave escassez
de café.
1996: Os preços
se mantêm próximos de 150 dólares por saca de 60 kg
e a safra prevista para o Brasil é de 22 a 23 milhões de
sacas, ainda insuficiente para atender ao consumo normal de 26 milhões
de sacas, considerando-se a demanda para as exportações
e o mercado interno. O Governo Federal cria o Conselho Deliberativo de
Política Cafeeira (CDPC), constituído por doze membros,
dos quais seis representam o governo e seis o setor privado: CNC (02),
CNA (01), FEBEC (01), ABIC (01) e ABICS (01). A partir de então,
toda a política cafeeira no País passa a ser definida pelo
CDPC.
|
|